segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Nós - Vanessa Lima


Eu
Você
Você
Ela
Eu
Te gosto
Você

Só dela.

Lá vem ela - Vanessa Lima


Lá vem ela,
Banhada de escuridão
Exibindo seu vestido negro
Cor de solidão

Lá vem ela,
Com seus olhos tristes e sombrios
Pintando o mundo de preto
Exalando seus ventos frios

Lá vem ela,
Cuspindo estrelas brilhantes
Cantando a melodia noturna
Acordando os lobos uivantes

Lá vem ela,
Arrancando a dor da alma
Vem trazendo sua fúria
Vem trazendo sua calma

A chuva, seu choro
A lua, seu lampião
Lá vem ela, a Noite
Cuidar de meu coração.


Sou teu espelho - Vanessa Lima

      Sou teu reflexo
     Eu sou a alma
    De alguém sem nexo

Carregador? - Vanessa Lima


Carregador
Carrega dor
Carrega
Dor

Podes carregar minha dor?

Palavras - Vanessa Lima

              
         
Palavras
    Faladas
         Caladas
          Citadas

Palavras
   Expressão
       Emoção
           Coração

Palavras
   Apenas palavras
      Às vezes nos levanta
          Às vezes nos baixa.


ABC do analfabetismo - Vanessa Lima

                                      
O filme Narradores de Javé mostra a realidade de um povo pobre e simples que têm que deixar a vila porque será inundada. No decorrer do filme podemos perceber a situação precária de um povo que sofre tanto pela pobreza quanto pelo analfabetismo. Uma realidade que podemos enxergar na vida real.
Se observarmos bem, são exatamente nas comunidades pobres, onde encontramos um baixo índice de alfabetização. No filme, precisaram de um escriba para narrar todas as aventuras já ocorridas em Javé, para impedir sua inundação. Na vida real, muitas vezes precisamos de nos assinar, ler vários tipos de documentos para obter nossa assinatura, para a própria localização, etc. E grande parte dos nossos brasileiros não consegue, porque não tiveram acesso à educação.
Mas por quê? Por que tantos brasileiros não tiveram a educação necessária? São vários os motivos que explicam. Pobreza, ser obrigado a deixar a escola para trabalhar e garantir o sustento da família. Ausência de recursos, às vezes algumas escolas das zonas rurais têm que fechar por falta de renda e estrutura que as mantenham ativas. Transportes, algumas pessoas moram muito longe da escola e não têm como ir todos os dias, sendo obrigadas a desistir. Incentivo, pessoas desistem e tratam como normal, os responsáveis pela educação não insistem para que voltem, porque será bom futuramente para a vida do estudante. E por último o principal: querer, porque se você não quer, não irá tentar, não irá insistir, não conseguirá. Porque tudo parte do querer, se você quer muito uma coisa, você lutará, você irá batalhar para consegui-la. Mas se você não quer, não haverá milagre que lhe tire do poço.
Hoje, o analfabetismo baixou em nosso país. Sinal de que estamos percebendo que o conhecimento é a base do sucesso. Mas ainda se encontra alguns casos de brasileiros analfabetos. E se futebol continuar sendo mais importante que educação, esses casos nunca desaparecerão.


                                                                                                 Vanessa Lima

Uma renúncia, como qualquer outra - Vanessa Lima

               
 No dia 28 de fevereiro desse ano, o mundo todo pode acompanhar uma das mais polêmicas atitudes envolvendo o papa: sua renúncia.
Usando a saúde como justificativa, Bento XVI deixa seu cargo com 85 anos no dia considerado o dia mundial dos doentes. Várias opiniões foram levantadas e diferentes versões foram criadas para explicar o verdadeiro motivo de sua renúncia.
Segundo os especialistas, o papa renunciou por causa do vazamento de documentos secretos do Vaticano, o caso chamado vatileaks. Outros, apontam a pedofilia envolvendo clérigos como motivo principal. Não se sabe ao certo o motivo de sua renúncia, temos apenas a sua justificativa e as hipóteses supostas. Mas há um texto circulando pela internet, de um teólogo de 23 anos, o qual afirma que antes do papa renunciar seu cargo, renunciou à sua vida. Renunciou ter uma mulher, ter filhos, netos. Renunciou estar aposentado. Renunciou sua vaidade. Renunciou várias coisas, as quais nenhum de nós renunciaria. E é verdade. Se ele renunciou tantas coisas, por que não pode simplesmente renunciar a seu cargo? Assim como alguém está com dor de barriga e não pode ira à escola, ele renunciou. Assim como alguém que está cansado e resolve não ir trabalhar, ele renunciou.
Para quê tanta balbúrdia? Ele APENAS renunciou. A igreja não vai desmoronar por causa disso. Se dizem ter fé no onipotente, então, que diferença faz se temos um papa ou não?  O mundo exagera em vários pontos em que não precisa de exagero. Enquanto que os casos alarmantes de verdade são ignorados e tidos como “normal”. Logo terá a eleição do novo papa e a igreja católica volta ao aparente clima de tranquilidade.
“Vá morrer tranquilo senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem um corpo exibido em São Pedro, sem milhares de pessoas o aclamando , aguardando que a luz de seu quarto seja apagada. Vá morrer como viveu mesmo sendo papa: humildemente.” Diz o teólogo em seu texto sem autoria. Deixemos o pobre homem em paz, ele não é Deus, ele não acabará com as injustiças do mundo. Se ele renunciou, teve seus motivos. E seja qual for ele, não vai mudar nada.


                                                                                                      Vanessa Lima