quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A política é a ideologia de um povo - Victória Myllena.

 “A política é a representatividade de um povo”, é através dela que adquirimos nossa consciência de sermos cidadãos, sabemos que é através do povo que há a eleição dos candidatos que irão nos representar, seja a nível municipal, estadual ou federal. A participação política do cidadão pode influenciar o contexto político da nação.
     Na sociedade atual, alguns acreditam que parte da geração juvenil é acomodada, apática, consideram política um assunto chato, baixam a cabeça diante os problemas e injustiças que se deparam durante a vida, acreditam que essa situação melhorará alguma hora, porém esquecem que eles são os grandes responsáveis para que a política brasileira satisfaça ao povo. Porém acredito que essa situação adquiriu outros rumos, diariamente vemos situações que comprovam esse argumento, jovens participando, interagindo com grupos em prol da sua participação política.
        Com a era tecnológica e globalizada, surgem inúmeras formas de introduzir a participação da população, principalmente jovens, através das redes sociais, que é um bom exemplo da tecnologia a serviço do crescimento democrático, um exemplo são as reivindicações por parte de natalenses contra o atual governo, essas manifestações foram marcadas através de uma rede social e foi denominada de “panelaço”, momento usado para expor pacificamente as críticas e propostas sobre o atual governo. Outro exemplo foi o Movimento Diretas Já, no qual milhares de pessoas foram às ruas com o objetivo que o presidente Fernando Color sofresse o impeachment, o que acabou acontecendo. Esses e outros movimentos são exemplos de como começar a fiscalizar e lutar pelos próprios direitos, sabendo que, apenas o ato de votar não mudará a situação e, contudo, não acontecerá da noite para o dia.

       Portanto, somente participando o cidadão poderá fiscalizar as pessoas que estão ou irão para o poder não havendo comodismo e sim a efetiva participação. Dessa forma, nós brasileiros conduziremos a política do nosso país a patamares melhores, se cada pessoa tiver essa consciência e colocá-la em pratica em seu dia-a-dia, a mesma poderá mudar o contexto a sua volta, conduzindo a nação rumo a uma política sem fronteiras. 






quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A repercussão da política na sociedade - Maria Adriana Ferreira da Silva.



Vivemos em uma sociedade dita democrática, porém não é bem esse o cenário que nos é apresentado, pois o que vemos é a repercussão de diversas polêmicas tanto nas ruas quanto nas redes sociais.
Muitas são as críticas em torno dessas polêmicas, muitas pessoas saem as ruas para reivindicarem seus direitos, com o objetivo de terem melhor qualidade de vida, melhor alimentação, moradia e etc. Recentemente ocorreu a tentativa de impeachment, no qual buscava-se a renúncia da atual presidente brasileira. Mas de quem é a culpa?
Atualmente sabe-se que qualquer político só pode exercer “poder” a partir do voto, onde nós enquanto cidadãos é que temos o direito do voto, e que elegemos um determinado candidato, o que de forma direta ou indiretamente acaba nos tornando responsáveis por todo e qualquer problema que venha acontecer.
Hoje enquanto aluna do ensino médio, tenho a certeza de que para que tenhamos um mundo melhor e mais digno é preciso que haja a colaboração de todos, sendo mais humildes solidários e não pensar somente em si mesmos, mas sim em todos que participam de uma mesma sociedade.

É por esta razão que para que tenhamos uma sociedade “dita realmente democrática”, é preciso termos consciência na hora de escolher quem vai nos representar no senado, pois independente de manifestação ou qualquer outro tipo de reivindicação, somos nós os responsáveis por nossos atos, e se não tivermos cuidado isso se tornará uma arma, a qual pode atirar no nosso próprio pé, pois é como diz Aristóteles “a política não era para ser uma arte de dominar, mas sim uma arte de fazer justiça”.





Além do voto - Sérgio Domiciano Gomes de Souza.


No contexto histórico do Brasil, a participação política foi expressa de várias formas - da conquista do voto a manifestações populares - o que prova a participação da sociedade civil na política do país de forma direta e indireta. E sabendo que participação é estar efetivamente ligada a acontecimentos de um órgão ou do Estado, será a participação política exercida apenas pelo voto?
Partindo dessa indagação é válido que se pense nos acontecimentos políticos do Brasil ditatorial, o qual posteriormente foi marcado pelo grande envolvimento da população juvenil no impeachment de Collor (no Diretas Já), entrelaçando á acontecimentos recentemente ocorridos, como as manifestações de 2013 contra o aumento no preço das tarifas de ônibus e melhorias nos sistemas essenciais do país. O que não se pode afirmar é que apenas o voto seja a única participação política de um sujeito em sua sociedade, o voto é sim uma das maiores armas de um cidadão, mas junto a ele estão a participação dos indivíduos em ONG’s nas comunidades, atuação nos Grêmios Estudantis nas escolas, participação de plenárias e acompanhamento com frequência os dados tributários do município e/ou do Estado, fazendo valer a verdadeira participação adotando uma “ideologia pra viver” como dizia Cazuza.

Dessa forma, a participação política não se restringe apenas ao voto, devemos acompanhar efetivamente os acontecimentos no nosso país, não só em período eleitoral, mas frequentemente, e quebrar o paradigma de que a escola é espaço de repasse de informação; pelo contrário, na escola é onde deve ser feita cotidianamente a construção de seres pensantes, críticos e opinativos para que venham a garantir uma nação justa.


terça-feira, 21 de julho de 2015

Presença do amor de Deus - Júnior Gameleira

Tudo o que nós precisamos é de amor. Ao compreender a essência desse ensinamento, desvendamos o propósito da vida.
Na correria diária, esquecemo-nos muitas vezes de parar para refletir, agradecer e, principalmente, amar. Mas, hoje, graças a um cena linda, parei.
Enquanto eu estava entre risos e conversas, eis que um senhor se aproximou de uma funcionária do estabelecimento que fui jantar com duas amigas. Com uma mochila de lado, vestes rasgadas e olhar desconcertado, disse baixinho: "- Moça, me dê alguma coisa para comer." Obteve como resposta: "- Espera só um pouco, vou entrar e já volto. Quer ver com as meninas lá dentro?". O senhor completou: "Estou com muita fome, mas... moça... eu não tenho dinheiro". E baixou a cabeça.
Antes mesmo que eu pudesse ajudar, percebi que os donos do estabelecimento o fariam com todo o carinho e atenção que devemos tratar nossos semelhantes, sejam eles conhecidos ou estranhos, de boa aparência ou machucados pela vida. Foi então que de um pouco mais distante, uma voz ecoou: "Espera só um minuto!".
Não demorou muito, a voz que pediu para aguardar foi a da mesma pessoa que preparou um sanduíche com toda a generosidade possível e entregou-o, junto com um refrigerante, ao senhor ora faminto. No percurso até a entrega do alimento, já foi perceptível as lágrimas que queriam brotar dos olhos daquele homem. Creio que nos meus e nos das minhas amigas também.
Por cerca de cinco segundos, apenas admirou a comida que estava à sua frente. Logo após, parou e fitou com seus olhos marejados os olhos das meninas gentis que permitiram, com aquele gesto, que sua fome fosse saciada por mais uma noite. Foi justamente nessa hora que eu parei. E confesso que, por mais que tente, não consigo descrever a força e a sutileza desse encontro de olhares que eternizou o momento ainda marcado pelo sinal da cruz feito como símbolo de agradecimento.
Timidamente, o senhor atravessou a rua e só então percebemos que seu choro se tornou mais intenso. Mais uma pausa. Olhei para minhas amigas, igualmente chorávamos. Igualmente contemplávamos a cena que nos salvou o dia...
Creio que os ensinamentos bíblicos não sobrevivem de teorias. São nesses senhores que vejo a face de Jesus. E nas pessoas que hoje foram solidárias, renovo minha fé e enxergo a esperança em dias melhores. Oro para que Deus fortaleça em mim a capacidade de ver nos meus semelhantes a sua imagem. E que minha vontade de fazer o bem não feneça mediante a propagação de tanto ódio. Afinal, já foi dito no início: tudo o que nós precisamos é de amor.



Compartilho com vocês esse texto lindo e que retrata uma cena real vivenciada pelo meu amigo Júnior ( a quem agradeço por permitir-nos ler tão belo exemplo). São em cenas simples que Deus nos visita e nos permite demonstrar quão maravilhoso é o dom da vida.afinal ele ensinou aos seus discípulos através de parábolas e esta cena acima descrita pode ser entendida como uma parábola da vida moderna,pois em meio a dias turbulentos ainda há muito espaço para o amor entre os semelhantes.Que Deus possa visitar a cada um de nós diariamente e nos trazer aprendizagem.

domingo, 19 de julho de 2015

Matuto apresenta a região centro-oeste - alunos do 3º ano do ensino médio da E.E.C.R

Um matuto na cidade.
Boa tarde “perfessora”,
Me chamo Chicão,
Venho lá do Mato Grosso
Terra do meu coração.
Vou te contar a história
Do dia que conheci a “capitar”
Brasília é mesmo linda
É “difici” dela num se agradar.
Logo ao chegar lá
Eu vi um “homi” estanho
Se chamava Oscar “nimair”,
Só falava nos seus “prano”.
Meu nome é Oscar Neymaier,
Sou arquiteto renomado!
Fui eu que projetei Brasília
Por isso meu nome por todos é lembrado.
O chamei pra “prozear” mais
Mas nem me deu “os cabimento”,
Disse que “tava” apressado,
Tinha que preparar o cimento.
Vê se pode uma coisa “dessa”?!
Me deixar falando sozinho.
Também não quis mais saber de papo
E sai pilotando meu carrinho.
Quando ia pelo caminho
Um som me chamou atenção,
Era um batuque diferente
Eles eram a Legião.
Parei pra escutar um cadinho
Mas não gostei do muito do som
Esperava mermo que eles tocassem
O velho sertanejo do “bão”!
Olá eu sou Renato Russo
Vocalista da Legião
Toco rock e mpb,
Sou brasiliense de coração.
“Cá pra nois perfessora”?!
Eles eram “mei lezados”
Só gritavam ainda é cedo
Tive que dizer que “tava” atrasado.
Continuei o meu passeio
Até o palácio do “Pranalto”,
O bairro mais perigoso
Lá vivi tendo assalto.
Logo que desci do carro
Dona “Dilminha” vi acenar
Voltei batendo o pé na bunda,
Para o cartão do bolsa “famía” num tomar.
Oi eu sou a Dilma
Concorro à eleição
Se eu ganhar prometo
Não haverá mais inflação.
Eu sou matuto, mas não besta.
Não caio nessa “cunverssa”
Pois com 50 anos de vida
Ainda não conheci esse politico que presta!
Me bateu uma saudade do Mato Grosso
Da viola pra eu tocar
Dos “boi” pra mim tanger
E da “muié” para namorar.
Lá tudo é mais “simpres”
Não tem esses “preidão”
Feliz é quem tem sua casinha
E sua terra para “prantar” feijão.
Sinto falta também dos “cumê”
Da galinha Caipira, da vaca atolada,
Da pamonha doce
E também da panelada.
Mas lá também “ta” tudo “muderno”
Já não toca mais Leonardo
O que virou moda agora
Foi o sertanejo arroxado.
As letras são esquisitas
Só toca esse “tchê tchê rê tchê tchê”
Outra que também faz sucesso
É o “bará bará berê”.
O “vistuaro” também mudou
Só andam bem arrumado
Usam umas calças justas
Ficam parecendo viado.
Lá trabalho com gado
Vendo para toda a região
Essa é minha maior riqueza
Junto com as “prantação”.
Mas fui andar mais um pouquinho
E uma moça me chamou a atenção
Usava uma bermuda pequena
De matar o “véio” do coração.
Oi meu nome é Kelly
Adorei o seu carão
Deixe-me entrar um pouquinho
Pra te mostrar o que é diversão.
Eu fiquei “mei” abestado
Mas não da pra mim não
Só penso na minha Maria
Minha “véia” do coração.
Chicão meu amor
“Vorte” logo aqui “pa” fazenda
Pra cuidar da “prantação” de soja
E também da sua morena.
Vou “findando” o meu passeio
Vou voltar para o Mato Grosso
Não consigo me acostumar
Com essas “muié” que só tem pele e osso.
Lá sim é que é vida
No meu pantanal
Com a “prantação” de soja
E o verde do milharal.
Até algum dia minha gente
Eu vou, mas um dia ei de voltar
Toda região tem sua beleza
Uma delas há de lhe agradar.
Cuide logo meu “véio”
“Vamo” lá “pro” Mato Grosso
Os barrigudos tão com fome
E o feijão tropeiro “ta” bom e gostoso.
Estou voltando meu povo
Para lembrar dos meus projetos
São mesmo obras primas
O marco do Centro-Oeste.
Aqui é terra do rock,
Sertanejo e universitário
Luan Santana, Munhoz e Mariano
São dois representantes dos vários.
Esse dois gatinhos
Já passaram pela minha mão,
Visite a minha Brasília
E venha conhecer o meu colchão.
A coisa está mesmo feia
Falo em nome da presidência
Mas prometo contornar
A situação com persistência.
Para isso meu povo
Eu peço de coração
O voto de vocês
Na próxima eleição.
Obrigado “persoal”
“Vamo” acabar com essa “cunverssa” de ladrão
Venham cá com a gente
Aprender as coisas da região.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Comemoração do dia das mães na E.E.C.R.

A mãe é a flor mais linda que Deus fez brotar no nosso jardim,para homenageá-las fizemos uma festa regada de apresentações como músicas,declamação de poemas,danças, desfile e ao final servimos um jantar .Tudo isso é pouco se comparado ao amor e dedicação que  as mães têm por cada filho.
































Mamãe - Victória Myllena



De tudo que já escrevi
Tirado de minha mente
Este me abalou mais
Devido ser comovente.
Deus levou minha mãe
De uma morte tão de repente.

A senhora era a rainha do lar
A razão do meu viver
Me ensinou a respeitar
Me deu a vida e não me viu crescer.

A senhora sempre me deu carinho
E me ensinou a rezar
Com a senhora aprendi a amar o próximo
E por isso sei perdoar.

A senhora sempre me falou de Deus
E por isso descobri que o céu existe
Soube consolar eu e Ayrton
Nas horas de desespero e nos momentos difíceis.

Quando meu pai me batia
A senhora mudava de cor
E junto comigo chorava
Sentindo ali a mesma dor.

A senhora não chegou a me ver crescer
Para lhe dar um bom presente
Mãezinha porque não esperou
Seus filhos amadurecerem?

Foi o maior golpe do mundo
Que passei na minha vida
Com 07 anos de idade
Perdi minha mãe querida
O que pude fazer foi
Dar um beijo de despedida.

10 anos se passaram
Que a senhora morreu
Deixando com imensa saudade
O meu irmão e eu
Mas ainda me lembro
Do último abraço seu.

Comemora-se todo ano
Das mães seu santo dia
Segundo domingo de maio
Têm os filhos grande alegria
Só que Deus tirou de mim
A alegria deste dia.

Mae é joia rara
Pena que não tenho mais
Quem tem a sua zele
É o que eu peço aliás
Para não sentir na pele
A falta que a mãe faz.


A senhora era uma mãe exemplar
E por nós dois tão querida
Este poema que escrevi com amor
Dedico a senhora Mãe
Que era a razão da nossa vida.