quinta-feira, 5 de junho de 2014
O carteiro e o poeta
O filme o carteiro e o poeta é um romance que trata a história de um filho de um pescador chamado Mário, que não quer seguir a profissão de seu pai. Ele não aceita a vida que tem e sonha uma outra vida bem longe dali.
Mário começa a trabalhar de carteiro com sua bicicleta e conhece Pablo Neruda, o poeta chileno. Ele passa a ser carteiro particular de Neruda. Todos os dias o carteiro Mario subia a montanha em sua bicicleta para levar as correspondências ao poeta. Mário pedia vários conselhos ao Neruda sobre poesias. Com a busca do significado das metáforas e outras coisas, despertou naquele carteiro o poeta que existia no interior dele.
A poesia transforma a vida de Mário que apaixona-se por uma moça da aldeia onde mora e que atende pelo nome de Beatrice para a qual começa a escrever vários poemas. A tia de Beatriz não gostava que escrevessem poemas para a menina, ela preferia que algum homem passasse as mãos nas pernas do que receber poemas falando de amor.
Quando Mário pega o gravador e começa a gravar tudo aquilo que é para ele interessante, o som do vento, as batidas do coração de Pablito,seu futuro filho com Beatrice, e os menores detalhes da vida na aldeia, pode ser objeto de inspiração para belíssimas poesias.
Mário é uma pessoa humilde e de bom coração, tem uma enorme vontade de conquistar a mulher por quem se apaixonou, e para isso, era preciso falar tudo que estava no mar, na terra, tudo que a poesia precisa para existir. Com essa poesia, o humilde carteiro sentiu sua vida ter mais sentido.
Ana Larissa Fontes Fernandes 1º ano matutino.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
A filosofia é filha da cidade .
A filosofia teve
início no século VI a. c., surgiu quando a razão começou a difundir-se na história
da humanidade. Para se desenvolver foram necessários alguns fatos do período
arcaico, como a invenção da escrita e da moeda, a lei da escrita, e a fundação
da pólis.
A escrita foi
importante, pois ela gera uma nova idade mental, porque a postura de quem
escreve é diferente daquela de quem apenas fala.
A moeda após sua
invenção, desempenhou um papel revolucionário, por vincular-se ao nascimento do
pensamento racional crítico.
O nascimento da
pólis marcou um começo, por ter provocado grandes mudanças na vida social e nas
relações humanas. A pólis fez com que as pessoas daquela época, discutissem e
argumentassem mais, foi aí que a expressão por meio de debate deu origem a
política.
Com grandes
acontecimentos e o desenvolvimento da mente humana, as pessoas começaram a se
perguntar sobre questões que naquela época, não teriam respostas: quem somos?
De onde vinhemos? Para onde vamos? Foi aí que surgiu a Filosofia,no intuito de buscar
respostas concretas.
Naquela época, para explicar algo havia
sempre um mito, fazendo com que as pessoas não conheçam além do óbvio. A
Filosofia surge para “contrapor” o mito. Pois, enquanto o mito é uma narrativa cujo conteúdo não
se questiona, a Filosofia problematiza e, portanto, convida à discussão. A
Filosofia busca a coerência interna, a definição rigorosa dos conceitos.
Aprende-se que a
Filosofia surge para encontrar respostas obvias para questões que envolvem a
sociedade. Contrariando os mitos que não são abertos a discussão como a
Filosofia.
Mysleide Pereira da Silva
Bons exemplos precisam ser parilhados,assim como bons textos.
Relatório
de Química
Na quinta-feira,
dia 24.04.14, estudamos juntamente com a professora Paula Silva , os processos de sepração de misturas. Vimos e aprendemos de forma atrativa sobre esse tema;aprendemos que
há duas classes de mistura: heterogêneas e homogêneas. E que algumas
substâncias podem ser separadas por mais de um processo de separação.
Nesta aula, cada
aluno trouxe pelo menos dois exemplos de processos deseparação de misturas, com exceção do aluno
Felipe Barros que trouxe vários processos de misturas diferentes, o que foi muito bom,
porque além de vermos processos de misturas bem diferentes dos comuns, vimos
experiências, como o sangue do diabo, que é bem curiosa.
Apesar de alguns
processos de misturas terem sido repetidos , tivemos também
algumas variedades de misturas, como por exemplo, a decantação de líquidos, que acontece através de um
funil, e serve para separar água e o óleo. A sinfonação, que também pode
separar a água e o óleo, que acontece com o auxílio de um canudo. Ventilação,
que separa, por exemplo, o arroz das escolhas. Flotação, que você mistura duas
substâncias e as separa com água, o exemplo que foi levado foi milho com
isopor. Ao serem colocados na água, o milho afundaria e o isopor irá flutuar.
Temos também a centrifugação, mas não vimos como funciona na pratica a centrífuga porque
o aluno Felipe Barros havia feito um teste com a centrífuga em sua casa , mas infelizmente não
ocorreu como esperado e acabou quebrando a centrífuga.Porém ratificamos a iniciativa e o perfil de jovem cientista que esse aluno demonstra ter .
Em meio às apresentações, tivemos também a oportunidade de
conhecermos varias vidrarias do laboratório, que a professora Paula Silva trouxe para
nos mostrar,assim como ela também explicou os usos dessas vidrarias e também expôs sobre os cuidados básicos que devemos ter ao usar o laboratório de Química e/ou de Ciências.
Portanto, a aula foi bem interessante, pois
os alunos tiveram oportunidade de aprender sobre os processos de sepraração de misturas na
prática, além de aprenderem sobre algumas vidrarias que são utilizadas em no laboratório.Os alunos também aprenderam que em uma apresentação/ aula prática/experimentação algo pode dar errado e a experimentação não dar certo, pois até os cientistas que
passam toda sua vida estudando,realizando testes às vezes erram. Isso demostra a
necessidade de novos experimentos e do desenvolvimento do espírito criativo.
Mysleide Pereira.
Aluna da 1ª série do ensino médio da E.E.Cid Rosado,localizada na cidade de Encanto-RN.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
AMAR.... Florbela Espanca
Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
EU -Florbela Espanca
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...
Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!
EuEu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...
Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!
Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"
domingo, 4 de maio de 2014
O último andar Cecília Meirelles
O último andar
No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.
O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar
É lá que eu quero morar.
Quando faz lua no terraço
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem
para ninguém os maltratar:
no último andar.
De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:
no último andar.
O sonho de Olga Cecilia Meirelles.
O sonho de Olga
A espuma escreve
com letras de alga
o sonho de Olga.
Olga é a menina que o céu cavalgava
em estrela breve.
Olga é a menina que o céu afaga
e o seu cavalo em luz se afoga
e em céu se apaga.
A espuma espera
o sonho de Olga.
A estrela de Olga se chama Alfa.
Alfa é o cavalo de estrela de Olga.
Quando amanhece, Olga desperta
e a espuma espera
o sonho de Olga,
a espuma escreve
com letras de alga
a cavalgada da estrela Alfa.
A espuma escreve com algas na água
o sonho de Olga.
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